quinta-feira, setembro 22, 2005



Provo-te

Provo-te, passeando no teu corpo

Sinto-te, em cada poro da pele

Chamo-te, pelo vento e pela lua

Sorvo-te como a última gota da laranja

Mexo-te com vinte dedos simultâneos

Sopro-te os segredos mais estranhos

Quero-te, como o ar que agora inspiro

Toco-te com as palavras que escrevo

terça-feira, setembro 20, 2005



Não me interessa

Não me interessa a alegria das coisas que vão ser

Não me interessa a tristeza das coisas que passaram

Em mim sempre alegria e tristeza se misturam

Em cada instante em que vou permanecer

Do instante que vai ser e rápido passou

Inscrevo na memória as emoções

Que criam profundas raízes nas tensões

Do mundo dos sentimentos onde estou

Cada instante com Ela na intimidade

É oleiro moldando o barro da minha alma

Que se abriga neste corpo, serena e calma

Mas em breve estará no cosmos sem idade

Ela é estrela que mais brilha na constelação

Sereia serena explorando o fundo do mar

Templo simples, uma capela sem altar

Frágil nau, mas sempre preparada para o tufão