Certo dia, à tardinhaCerto dia, à tardinha, sentei-me na varanda, olhei a cidade lá em baixo.As pessoas pareciam formigas, todos os barulhos se fundiam num só.Era o barulho da cidade , ao fim de tarde, num dia de Verão.Fechei os olhos ao enfrentar o sol, respirei deitando o ar com força para fora e pensei:"Que bom! cheguei até onde queria."Estava cego , mesmo de olhos abertos !Ignorava as coisas básicas da vida, que nada é adquirido , que tudo muda num instante, que só a impernanência é permante e que os objectivos são só miragens que desaparecem ao chegarmos.
Não há duas ondas iguais
Não há duas ondas iguaisCada uma tem o seu ritmo, sua força, sua amplitudeUm azul que é só dela, sua maresia, seu brilho, Seus reflexos de lua, seus traços negros, sua rebentação brutal ou suaveTudo somado faz uma onda diferenteNão há dois beijos iguaisCada um tem o seu ritmo, sua intensidadeUm sabor que é só seu, sua suavidade, seu ardor, sua doçura, sua fragancia,Sua humidade, sua canela e seu jasmimTudo somado faz um beijo diferenteNada há mais íntimo que um beijoE só aqueles que os amantes dão São beijos que são ondas e têm aquela rebentação suave e brutal ao mesmo tempo