quarta-feira, março 29, 2006



Certo dia, à tardinha

Certo dia, à tardinha, sentei-me na varanda, olhei a cidade lá em baixo.
As pessoas pareciam formigas, todos os barulhos se fundiam num só.
Era o barulho da cidade , ao fim de tarde, num dia de Verão.
Fechei os olhos ao enfrentar o sol, respirei deitando o ar com força para fora e pensei:
"Que bom! cheguei até onde queria."

Estava cego , mesmo de olhos abertos !
Ignorava as coisas básicas da vida, que nada é adquirido , que tudo muda num instante, que só a impernanência é permante e que os objectivos são só miragens que desaparecem ao chegarmos.

segunda-feira, março 27, 2006


Não há duas ondas iguais

Não há duas ondas iguais
Cada uma tem o seu ritmo, sua força, sua amplitude
Um azul que é só dela, sua maresia, seu brilho,
Seus reflexos de lua, seus traços negros, sua rebentação brutal ou suave
Tudo somado faz uma onda diferente

Não há dois beijos iguais
Cada um tem o seu ritmo, sua intensidade
Um sabor que é só seu, sua suavidade, seu ardor, sua doçura, sua fragancia,
Sua humidade, sua canela e seu jasmim
Tudo somado faz um beijo diferente

Nada há mais íntimo que um beijo
E só aqueles que os amantes dão
São beijos que são ondas

e têm aquela rebentação suave e brutal ao mesmo tempo