sexta-feira, dezembro 22, 2006



Natal

Não serei nunca o homem sem rosto procurando, no Ravall ou em Gracia, as geometrias da sombra do vento. Mas já vi um Natal, e foi o primeiro, em que a sombra do vento passeou entre os sonhos e as azevias.

Há pouco tempo


O telefone tocou durante a noite. Uma voz disse: "Já sabes? O país onde vives já não existe".

O telefone, desta vez, não produziu qualquer efeito.Para mim aquele país nunca existiu. Eu não sou daquelas terras. Aliás sou mais de mares do que de terras.

domingo, dezembro 17, 2006


Os lábios

Os lábios afloraram a rosa ainda fechada, ao mesmo tempo que o nariz respirava o conhecido perfume.