Uma foto azul tirada no Farol
O Meu Olhar Azul como o Céu
O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta ...
Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo...
(Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo,
Eu sentiria menos flores no prado
E achava mais feio o sol ...
Porque tudo é como é e assim é que é,
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso...)
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos
Heterónimo de Fernando Pessoa
Blog de mar, bruma, estrelas, falésias, maresia, marés, luas, sal, ondas e golfinhos.
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domingo, fevereiro 12, 2012
terça-feira, setembro 20, 2011
quarta-feira, setembro 14, 2011
Álvaro de Campos 2
(em Tavira, junto ao extraordinário reservatório de água)
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
segunda-feira, setembro 12, 2011
Álvaro de Campos nasceu em Tavira no dia 15 de Outubro de 1890 à 1.30 da tarde.
O melodioso sistema do Universo,
O grande festival pagão de haver o sol e a luaE a titânica dança das estações
E o ritmo plácido das eclípticas
Mandando tudo estar calado.
E atender apenas ao brilho exterior do Universo.
domingo, agosto 28, 2011
No Vale de Aran 10
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
"Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
"Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
segunda-feira, maio 30, 2011
Desenhos de Primavera Cinzenta 14
"The value of things is not the time they last, but the intensity with which they occur. That is why there are unforgettable moments and unique people!"
Fernando Pessoa
"The value of things is not the time they last, but the intensity with which they occur. That is why there are unforgettable moments and unique people!"
Fernando Pessoa
domingo, maio 29, 2011
Desenhos de Primavera Cinzenta 12
"No intelligent idea can gain general acceptance unless some stupidity is mixed in with it"
Fernando Pessoasexta-feira, maio 27, 2011
Desenhos de Primavera Cinzenta 10
"A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, temos que fundamentar a realidade da nossa vida."
"Life is for us what we conceive of it. For the rustic where his field is everything, this field is an empire. For Caesar whose empire is still small, that empire is a field. The poor have an empire, Caeser has a field. In fact, we don't posess more than our own feelings; on them we have to substantiate the reality of our lives. "
Fernando Pessoa
"A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, temos que fundamentar a realidade da nossa vida."
"Life is for us what we conceive of it. For the rustic where his field is everything, this field is an empire. For Caesar whose empire is still small, that empire is a field. The poor have an empire, Caeser has a field. In fact, we don't posess more than our own feelings; on them we have to substantiate the reality of our lives. "
Fernando Pessoa
quinta-feira, maio 26, 2011
quinta-feira, março 17, 2011
segunda-feira, março 14, 2011
Arte Rupestre 16
1. Cada um de nós não tem de seu nem de real senão a sua própria individualidade.
2. Aumentar é aumentar-se.
3. Invadir a individualidade alheia é, além de contrário ao princípio fundamental, contrário (por isso mesmo também) a nós mesmos, pois invadir é sair de si, e ficamos sempre onde ganhamos (Por isso o criminoso é um débil, e o chefe um escravo.) (O verdadeiro forte é um despertador, nos outros, de energias deles. O verdadeiro mestre é um mestre de o não acompanharem.) 4. Atrair os outros a si é, ainda assim, o sinal da individualidade.
Fernando Pessoa
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