quinta-feira, abril 05, 2012

Victor Hugo

"A melancolia é a felicidade de estar triste."





Comentador


Comenta a dor de todos
Diz coisas para tu ouvires
Olha-te mil vezes ao espelho
Ensaia, repete, repete
Entra nas entranhas da gente
Enche-te com elas
Regala-te
Come tudo
Põe um ar moderno
Negligé
Tipo lenço do casaco
Ou brilhantina ad libidum
Ouve-te bem
Com atenção
Fala para ti,
Só para ti
Porque já não há banda
Já não há público




domingo, abril 01, 2012

"Arrugas": Uma obra a ver por todos os que se interessam pelo futuro
Epigrama de Hilton Valeriano que o Homem do Farol  ilustrou com as rugas da Falésia

Semeiam as vagas a inconstância e o porvir.
Pranteiam as flores o efêmero jardim.
Porém, com vagos e remotos sonhos,
celebram, os insanos, a glória de serem humanos.




sábado, março 31, 2012

O Quiosque

O coreto
Já não faz falta
já  não há banda
está obsoleto.
O quiosque
farol pequeno
e com chapéu
ainda tem graça
vende ilusões
desesperançadas
a quem por ali passa
e pensa
que a fortuna é metal
e que metal é fortuna.
Ilusionados!
Mais valiam
as ilusões
que no coreto
animavam
almas e corações.






 

Se chorares no meu Funeral nunca mais te falo
Stan Laurel

Epigrama de Hilton Valeriano

Marta, preciso é o tempo a recobrar sua lição.
Assim a complacência dos gestos e sua missiva.
Circunscrito no horizonte da palavra
o amor é mais que uma definição.


E sou do que fui

"E sou já do que fui tão diferente
Que, quando por meu nome alguém me chama,
Pasmo, quando conheço
Que ainda comigo mesmo me pareço."


Camões

quarta-feira, março 28, 2012

António Tabucchi
(Falecido em Lisboa em Março de 2011)
"Os artistas são os bombeiros dos incêndios da democracia"



segunda-feira, março 26, 2012

Arriscar o futuro no presente

A verdadeira generosidade relativamente ao futuro consiste em tudo dar ao momento presente.

Albert Camus

Grafgraf

...que o Homem do Farol nunca pensou citar Salazar:


"Que este país seja pobre se for necessário, mas independente, e não colonizado pelo capital norte americano."
Salazar





Desenhos de reuniões


O Infante Dom Henrique

Que o mar com fim será grego ou romano. O mar sem fim é português." - Fernando Pessoa - Mensagem, 1928





quinta-feira, março 22, 2012

Desenhos de reuniões

O cavalo do guerreiro integrista parou de repente assustado por um obstáculo inesperado.

terça-feira, março 20, 2012

Cumplicidades de um casal

Tudo tem para mim um duplo significado. O primeiro trivial, o de toda a gente.O segundo é o que eu imagino que se passa para além daquilo que se vê. Este é o que verdadeiramente se passa no territorio da Arte. 

domingo, março 18, 2012

Desenhos de reuniões

Corpo impressionante de um modelo meu que também foi modelo de Lucien Freud.


Desenhos de reuniões

Uma cabeça de um modelo meu  que também foi modelo de Lucien Freud.

terça-feira, março 13, 2012

Consumismo (corrigido)

Somos uma uma sociedade exclusivamente vocacionada para o consumo mas em que as pessoas deixaram de ter meios para consumir. 

Make them laugh !

Picabia

O cabeleireiro perpétuo, diria o Homem do Farol.

Infinito (como diria Rimbaud)

Não poderemos nunca acariciar o infinito se usarmos a nossa limitada razão.


quinta-feira, março 08, 2012

Bruxelas, por onde andouTintin


Não devias sequer ter olhado para mim se não querias que me apaixonasse.
Benabar

L'effect papillion

quarta-feira, março 07, 2012


A estória do menino que nunca tinha visto bananas






Arte

A Arte não é para opinar, a arte é para a mente descobrir as coisas aconselhadas pelo coração.


Poema de Susanna Busato (via Poesia Diversa-Hilton Valeriano)


Pele nua


Porque a tua
mão segura
ruptura de pele
e agulha
patrulha e segue
a minha insondável
nervura.

E porque nunca
antes tocada
a pele segura
se rasga
no paraíso e grava
língua sede e saga


terça-feira, março 06, 2012

Max Jacob olhando extasiado para um autoretrato de Picasso


O que está para além da arte é aquilo que se passa na nossa cabeça quando olhamos para ela; e a arte só interesse por fazer passar coisas na nossa cabeça.


domingo, março 04, 2012

Outra interpretação da mesma cena de rua


A arte não é o espelho do mundo, é o modo de ir mas  longe nas coisas do mundo,  juntando-a às da mente e às do espírito. Assim sendo é uma outra forma de respirar.

Um homem bem lascivo

O homem não hesitou a em desencadear  uma conduta lascívia para sim se afirmar junto da  jovem da mlher. Só posso dizer que não resultou. 




A fuga cada vez mais frequente de refugiados em África



quarta-feira, fevereiro 29, 2012

(Ainda há)  Operário em Construção

Foi dentro dessa compreensão


Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele nao cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Excercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:


A dimensão da poesia.

Vinicius de Moraes




domingo, fevereiro 26, 2012

Violência de Género


De Rafael Alberti

( Nos anos da Inês)

Tú sabes bien que en mí no muere la esperanza,

que los años en mí no son hojas, son flores,
que nunca soy pasado, sino siempre futuro.


Dry Drawing 6

Retrato de um cineasta notívago, nada mais.




sábado, fevereiro 18, 2012

Dry Drawing 5

Todo o homem sensível ou pelvicamente emotivo é um potencial traidor.



quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Dry Drawing 4

O verdadeiro revolucionário é aquele que exige a felicidade, aqui e agora.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Dry Drawing 3

Um edifício aqui mesmo em frente.

Só uma nota, o último graffity é numas escadas de Lisboa e a sua localização gps vale 40 euráculos.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Dry Drawing 2


A lucidez é um invólucro, uma chatice.

Casimiro de Brito




Dry Drawing 1

Quem esteve no Farol sabe que o Homem daí gosta de desenhos húmidos, em que as gotas de água escorrem e transformam-se em manchas de tinta. Mas agora pausa nisso. Estamos na estação seca e dura. 

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Um graffiti de lisboeta


Uns sofrem, outros julgam que são felizes.

Casimiro de Brito-A Arte da respiração


PS:O Homem do Farol promete dar uma recompensa ao follower que descobrir em que rua, beco ou travessa onde se encontra esta imagem.

domingo, fevereiro 12, 2012

Uma foto azul tirada no Farol


O Meu Olhar Azul como o Céu

O meu olhar azul como o céu

É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta ...
Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo...
(Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo,
Eu sentiria menos flores no prado
E achava mais feio o sol ...
Porque tudo é como é e assim é que é,
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso...)


Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos
Heterónimo de Fernando Pessoa


 

Um Manifesto


A cultura do consumo, cultura do efêmero, condena tudo à descartabilidade midiática. Tudo muda no ritmo vertiginoso da moda, colocada à serviço da necessidade de vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje, quando o único que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar, são tão voláteis quanto o capital que as financia e o trabalho que as gera. O dinheiro voa na velocidade da luz: ontem estava lá, hoje está aqui, amanhã quem sabe onde, e todo trabalhador é um desempregado em potencial.



Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efêmera, que se esgota assim como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem pausa, no mercado. Mas, para qual outro mundo vamos nos mudar?




Eduardo Galeano











sexta-feira, fevereiro 10, 2012

L'home dels nassos

Aparece só uma vez ao ano e para quem nunca o viu  é assim. 




Três mulheres saltanto simultâneamente cada vez que toca um bombo



quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Tapiès, que morreu ontem

Um quadro não é nada, é só uma porta que se abre para outra porta.

A Cigarra  e a Formiga

A cigarra continua a querer convencer a formiga, agora que vai pedir mais um empréstimo. Diz que não faz mais sacrifícios e que a formiga tem o dever da solidariedade.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Desenhos de reuniões. Nova série 9

É verdade: os melhores, aqueles mais preparados, os mais brilhantes, os nossos guias e educadores de décadas não viram o óbvio: o descalabro que chegava. 


segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Desenhos de reuniões, Nova série 8


Elogio da preguiça versus trabalho como fonte de realização pessoal . Venha a cigarra e escolha.



domingo, fevereiro 05, 2012

Desenhos de reuniões. Nova série 7

Afinal, no conto do capuchinho vermelho foi menida que chamou o lobo que por acaso estava entretido acomer outras coisas.

Desenhos de reuniões. Nova série 6

Boa ideia abrir algumas estações de metro nas noites geladas por consideração aos sem abrigo, sim sim, muito boa ideia....


Desenhos de reuniões Nova série 5

Já ninguém sabia o que estava a acontecer: seria o mar que se revoltava? a terra que tremia? a ponte que caía? o homem que vertiginava? o capitalismo que acabava? a guerra que começava?
Chamem o oráculo, pensou o homem.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Pausa nas reuniões para uma voz estranha, Scott Mathew

Desenhos de reuniões, nova série 4

Um memento.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Desenhos de reuniões, nova série 3

Recordação de um desenho de um mundo melhor feito num café por um amigo.

Desenhos de reuniões, Nova série 2

Recordações de um passeio num 2 Cavalos, pelo campo, de inverno.


Desenhos de reuniões , Nova série 1

Não era bem isso que o professor dizia, mas o homem farol percebeu que se tinha passado diretamente do tempo das inverdades para o tempo das consequências.