Quando risPrimeiro os olhos brilhamCrescem as maçãs do rostoAparecem duas covinhasE uma linha de dentes brancosMas logo queres tapar a boca Com a mão que faz de escudoComeças assim a tremerCom regulares solavancosAgora estão quase cerradosOs olhos de ónix brilhanteE saltam algumas lágrimasPois também as há de alegriaQuase sufocas , não dá mais para respirarMas se não olhares mais para mim Vais conseguir pararVoltar a inalar o arAbafar esse soluçoAcabar com as tremurasE é boa a terapia
A CasaTinha uma buganvília à entrada
Daquelas vermelho vivo
Que se vêem à distancia
A porta era estreita, pintada recentemente
De carmin original
Dava para um pátio agradável
Pátio andaluz, pouco luminoso mas fresco
Com plantas pelos cantos.
Ah! já esquecia:
um canteiro com jasmin
E uma laranjeira no centro
Subi por uma escada,
Encostada à parede
Cheguei ao andar de cima
Entrei num quarto bem estranho,
Mais parecia de magia:
Imagina um quarto assim pequeno
Com paredes cor de rosa
Parecendo um salão marroquino
Mas pequeno, em miniatura
Com tapetes e almofadas de seda.
Pois bem, quando eu passeava no quarto
Toda a casa estremecia,
Vibrava da cave ao telhadoCom as ondas dum sismo fraquinho
Como casa de bonecas
Abanada por menina.
Mas a menina era eu,
e eras tu quem estremecia