sábado, fevereiro 18, 2012

Dry Drawing 5

Todo o homem sensível ou pelvicamente emotivo é um potencial traidor.



quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Dry Drawing 4

O verdadeiro revolucionário é aquele que exige a felicidade, aqui e agora.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Dry Drawing 3

Um edifício aqui mesmo em frente.

Só uma nota, o último graffity é numas escadas de Lisboa e a sua localização gps vale 40 euráculos.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Dry Drawing 2


A lucidez é um invólucro, uma chatice.

Casimiro de Brito




Dry Drawing 1

Quem esteve no Farol sabe que o Homem daí gosta de desenhos húmidos, em que as gotas de água escorrem e transformam-se em manchas de tinta. Mas agora pausa nisso. Estamos na estação seca e dura. 

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Um graffiti de lisboeta


Uns sofrem, outros julgam que são felizes.

Casimiro de Brito-A Arte da respiração


PS:O Homem do Farol promete dar uma recompensa ao follower que descobrir em que rua, beco ou travessa onde se encontra esta imagem.

domingo, fevereiro 12, 2012

Uma foto azul tirada no Farol


O Meu Olhar Azul como o Céu

O meu olhar azul como o céu

É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta ...
Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo...
(Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo,
Eu sentiria menos flores no prado
E achava mais feio o sol ...
Porque tudo é como é e assim é que é,
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso...)


Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos
Heterónimo de Fernando Pessoa


 

Um Manifesto


A cultura do consumo, cultura do efêmero, condena tudo à descartabilidade midiática. Tudo muda no ritmo vertiginoso da moda, colocada à serviço da necessidade de vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje, quando o único que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar, são tão voláteis quanto o capital que as financia e o trabalho que as gera. O dinheiro voa na velocidade da luz: ontem estava lá, hoje está aqui, amanhã quem sabe onde, e todo trabalhador é um desempregado em potencial.



Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efêmera, que se esgota assim como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem pausa, no mercado. Mas, para qual outro mundo vamos nos mudar?




Eduardo Galeano