quinta-feira, novembro 17, 2005


Aqueles breves instantes

Aqueles breves instantes
Em que os teus olhos buscam os meus
Quando chegas no avião
E eu te espero ansioso, escondido
No meio da pequena multidão
Aqueles breves instantes
Em que as nossas mãos se tocam
Ao de leve, no momento da despedida
E tu partes noutro avião
Aqueles breves instantes
Quando acordo e te vejo
E sinto os cheiros da noite
Aqueles breves instantes
Em que não controlas o riso
Por uma tontice qualquer
E em sintonia rebentamos
Como crianças a rir
Todos esses instantes
Breves, sem história nem idade
Todos juntos, bem contados
, adicionados,
Constroem a eternidade

3 comentários:

jrnCalo disse...

Tes que perdoar que non poidera
vir antes...
Ben o teu blog añadino a unha categoría nova que se chama:

"Blogs en portugués"

Como che decía me parece que e un blog orixinal, no teu perfil non pos moita cousa, pos que estás en
Belgica, pero iso e o de menos...
por agora non teño moito mais que contar, os debuxos tamén me gostan, e por agora leín un par de poemas de gran sonoridade e fermosura...
Un saudo moi forte, leireixhe de cando en cando 0k

Anônimo disse...

A Iguaçu les nits són fredes. M’agrada el fred, em fa reviure, la pell contreta i els sentits desperts. El jardí és humit, tot i així prefereixo mullar-me i seure a terra, mentre t’espero. Em miro entre les sabates xopes, i arrenco el bri de gespa que ha quedat enmig dels meus peus. Alhora, murmuro sons greus, en una immensa i perllongada “m”, resseguint el ritme dels flaixos de llum del far, cant de sirena serena. I imagino històries plenes de màgia sobre l’arribada d’aquest far al bell mig de la selva, i ja has tornat, la teva mà suau i ferma sobre la meva esquena.

Anônimo disse...

O Homem do Farol não ilumina só as pedras perigosas. Ilumina pessoas. Só não ilumina as que flutuam ao longe. Estão longe de mais. Mas essas também estão entre o céu e a terra (o mar) - como ele, o Homem do Farol.